Aula 12 (?)



Eu queria fazer uma postagem única para o assunto abordado na ultima quinta. Por mais que eu tenha chegado atrasada na aula, foi algo muito proveitoso para mim. O professor planeja fazer  uma aula de campo essa semana e iniciou falando a respeito de museus e a cidade de salvador. Quem vai a museus na cidade de salvador? São todos os soteropolitanos?

O conceito de capital cultural de Bourdieu surge com o avanço desenfreado do capitalismo, ora, quem tem dinheiro tem direito a ter uma educação mais sofisticada, a ter gostos mais refinados e a apreciar obras de arte e compreende-las, correto? De certa forma, sim. Isso se da por diversas maneiras e uma delas é a educação, quando alunos vem de famílias que são dotadas de um alto capital financeiro e cultural,eles tem maior chance de ser tornarem os “Herdeiros dos Estado” , as pessoas que iram levar consigo a cultura e sofisticação que tem naquele local, enquanto uma pessoa que não detém isso, não ira passar para os filhos esse tipo de formação. Ou seja, a elite sempre ira formar pessoas para serem herdeiros do patrimônio cultural,enquanto as classes baixas sempre irão formar pessoas para serem as plebes? Uma forma muito simplista de olhar, mas infelizmente é o que ocorre no Brasil no atual momento.

Existe uma complicação na visitação de museus no Brasil, os museus não são atrativos ou muito menos acessíveis as pessoas de todos os locais, ficam distantes de pontos de ônibus, metro e tem difícil acesso para pessoas com deficiência.  Eles não são atrativos e não são prioridade para o Estado, e por isso as pessoas mais pobres tem dificuldade de ter acesso a eles. Não são completamente agradáveis e a interação com eles é quase mínima, o movimento da nova museologia que esta ocorrendo há mais de 10 anos ao redor do mundo quer quebrar esse paradigma que os museus são chatos e insuportáveis, como se fosse um trabalho escolar ir. Querem trazer aspectos divertidos e emocionantes para esses locais, claro que no Brasil é muito complicado ter isso ainda, visto que a ida a museus são muito baixas pela maior parte da população, justamente por ser um tipo de diversão mais complicada e inacessível para todos.

É uma pena que os governos que passaram pelos últimos ano no Brasil não tiveram um olhar mais atento com todo o patrimônio cultural que aqui tinha, uma pena foi o incêndio no museu nacional, que muitas pessoas nunca tinham ido, e nem sabiam que existia. Essa perda foi muito expressiva para toda a sociedade e sentida mundialmente, porém, trouxe uma noticia boa, visto que o 1º semestre de 2019 registrou aumentos de 50% sobre a média do mesmo período nos últimos quatro anos e de 61% em relação a 2018.


 Então talvez haja esperança no final para o Brasil.

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