visita ao museu


Para o encerramento da disciplina, o professor Erick levou a gente para a visita do museu de etnografia e arqueologia da UFBA. Foi uma experiência muito gratificante e interessante.
Saber, logo de cara, que estávamos em um lugar que já havia sido um colégio jesuíta, hospital militar e dentre outras coisas foi algo muito legal, estávamos literalmente pisando em locais históricos e aprendendo mais sobre a historia da nossa cidade. Salvador tem um centro histórico muito bonito e diverso que é o pelourinho, onde o museu fica, e não é valorizado devidamente, tanto que não existe uma placa para informar que ali tem um museu nem nada, as pessoas só conhecem ali como a faculdade de medicina da UFBA, algo muito notório quando se é estudado a respeito dos gostos artísticos da cidade.
O prédio é simplesmente lindo, a arquitetura, os detalhes, as estatuas, tudo parece ter sido feito com apreço, (eu tentei deixar de lado todo o aspecto que estava presente na época que foi construído, como a escravidão  de povos originários e de negros, se não seria algo muito triste)  o museu que visitamos, está no subsolo da faculdade de medicina, tem um aspecto muito sombrio de certa forma, mas é muito organizado e a responsável por guiar a turma foi muito atenciosa.
O nome da exposição é baseado em um capitulo do livro de Sergio Buarque de Holanda que se chama o semeador e o ladrilhador, e foi feito com base no trabalho de dois pesquisadores, um antropólogo chamado Pedro Agostinho, que foi professor da UFBA até o ano de 2006, quando se aposentou, ele ainda é vivo até hoje mas sofre com Alzheimer, na exposição temos todos os objetos dele, tanto os pessoais como os que ele coletou em algumas tribos indígenas, o professor Pedro Agostinho fez uma pesquisa para compreender a organização de algumas tribos no nordeste, chegando a categorizar mais de 6 tribos, mostrando, durante o período da ditadura militar inclusive, pois esse trabalho dele foi feito durante os anos de 1969/75, quando o governo militar caçava e queria extinguir com as terras indígenas, o professor foi capaz de lutar e mostrar a cultura que ali existia. Segundo a monitora que nos guiou, o professor foi um militante dessas causas, e muitos alunos que ali chegam se emocionam ao ver seus pertences, lembrando de como ele era.

O outro homenageado é o arqueólogo Valentin Calderón, ele foi o mentor do professor Pedro Agostinho durante o seu inicio de carreira, com uns 19 anos, fez descobertas incríveis, tais como urnas funerárias e desenhos que foram encontrados em locais como a chapada diamantina. O arqueólogo espanhol que inclusive, pelo que eu entendi era parente da família real de alguma forma, contribuiu para que se notasse as diferenças entre tribos nômades e as fixas, comparando seus objetos encontrados, notando a influencia dos europeus na cultura deles também, seu trabalho foi muito importante para o compreender o avanço da cultura.
Depois do final da exposição, parte da turma foi pra casa do professor Erick, eu não fui, mas fico feliz em saber que o pessoal gostou bastante. Como o próprio já comentou, essa visita foi como uma introdução para a próxima matéria que teremos com ele, que será à respeito de cultura indígena.

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