Post duplicado
Aula 05
interdisciplinar
O dia de hoje foi incrível. Achei muito interessante a forma como o professor conduziu a aula de maneiras diferentes para que o assunto fosse compreendido mais fácil pela turma. De inicio ele foi fazendo perguntas para incitar a turma e ativar nossos conhecimentos prévios. De forma que a turma ficou mais atenta a cada pergunta, elas eram basicamente para fazer o debate sobre a geografia física na interferência com a genética.
A quanto tempo existem os homo sapiens? Em que animal se encontra a maior diversidade genética? Se você sabe a cor da pele da pessoa é possível deduzir alguma coisa? Quais povos tem maior proximidade ética? Quais indivíduos famosos podem ser seus ancestrais?
A aula foi baseada em como nossas os traços genótipos e fenotípicos nos conduzem através da nossa experiência na terra. O ser humano passa por modificações a cada 30 anos, aproximadamente, isso faz com que não exista uma variedade genética de uma imensidão como as moscas de fruta, exemplo dado pelo professor.Visto que, somente a cada 30 anos –pra mais ou pra menos- o ser humano através de relações sexuais consegue propagar seus genes e misturar com os outros. E mesmo ocorrendo em longos períodos de tempo, esse processo foi o responsável pela mutação humana. Claro que, como demonstrado pelo professor, a mutação pode ser em larga ou pequena escala, ela pode ser extremamente necessária- tal como poder desenvolver um crânio maior- ou completamente inútil, -ter o lóbulo da orelha para fora ou para dentro-. A mutação é algo bom para o homem de uma forma geral, o ajuda a desenvolver e a aprimorar suas características.
Como demonstrado pelo professor, existem maneiras muito simples de diferenciar as pessoas e as colocar em categorias limitadoras. Na sala de aula, ele nos dividiu em uma linha gradual de altura e cor da pele, formas muito simples de falar a respeito da turma. Claro que isso foi somente para demonstrar o quanto a sociedade é diferente, e que ao fazer essas experiências ele somente quer nos demonstrar isso, entender que essa é uma forma muito simplória de dividir a turma. Ele contou também sobre as experiências que já foram feitas em salas anteriormente, onde alunos foram divididos e a minoria tinha uma característica muito diferente e foi dita como a superior perante os alunos e isso gerou uma grande confusão perante o resto dos alunos, a maioria, gerando até brigas entre eles.
Durante a parte da aula de sociologia foi passado um filme para discussão do tema, já que era uma aula meio “conjunta” afinal, é o mesmo professor. O filme Venus negra é muito forte e os poucos minutos que fora passado na aula já deu para comprovar isso. Se passando no século XIX, logo no começo, mostra acadêmicos na escola de medicina em paris, analisando uma mulher negra e a animalizando completamente, seus traços, segundo eles, eram tão animalescos que não poderia ser colocada nem com a espécime humana. Expondo completamente a mulher ao ridículo, tratando como se ela fosse uma exposição em um show de horrores. Os médicos que estavam presente queriam claramente inferiorizar aquela mulher negra a qualquer custo, e o pior era que isso era considerado ciência irrefutável, negros eram animais um pouco próximos dos macacos, o que ele deixa a entender, pois eram tão abomináveis que nem macacos chegavam a ser. O racismo é uma construção social na qual é pregado desde sempre que é necessário ter um ser superior e um inferior, para sempre existir um servido e um serviçal.
Claro que o termo racismo se trata de uma questão contemporânea, o que era feito no século XIX não era considerado isso, a escravidão na época que foi feita era ok. Olhando para o passando através do que já vivemos, notamos isso. Após a demonstração do filme o professor deixou em aberto para que a turma compartilhasse questões de preconceitos já sofridos, e algumas pessoas compartilharam casos em que a cor da pele foi um motivo para a descriminação. Casos não tão forte, digamos assim, mas que mesmo assim machucam quem sofre.
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